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23 Dez 2017

2018: Não mais “sim”. Ou “HELL YEAH!” ou “não”.

Você que se cobra demasiadamente, tendencioso a seguir uma to-do list atulhada acabando o dia a sentir-se falhado por estar cansado e, nem um décimo da lista foi feito, talvez gostes da filosofia que venho compartilhar contigo: Hell Yeah! Or No. Algo como: Wow, claro que sim! Ou não.

O escritor Derek Sivers, ao notar que estava a aceitar e a participar de tarefas, projetos e eventos que mais tarde percebia não o empolgar realmente, passou a fazer dessa filosofia o seu novo “mantra”.

 

Amigo leitor, o tempo é das coisas que mais valorizamos, ou, o que mais deveríamos valorizar, certo? Este foi o principal dos meus desafios ao longo deste ano que se passa: gerir o tempo — a importância das prioridades. É sobre este tema que venho compartilhar com você, my dear friend.

 

Especialmente nós, das mais diversas áreas da criatividade, precisamos dispor de porções generosas de tempo e vontade de analisar, de contemplar, de estar disponível e, dizer não, para dizer Hell Yeah, àquilo que realmente importa para nós. O ato criativo tem muito haver com isso, o ser observador e muito contemplativo, tem haver inclusive com alguma preguiça, tu tens de ser preguiçoso, é verdade, porque tu precisas desse tempo pra ser criativo, pra absorver um pouco de tudo e transformar as ideias em algo de valor.

A questão é que há um incómodo desde sempre em assumir-se como um preguiçoso, isso porque tendemos a louvar o ocupado, aquele que “nem tem tempo para se coçar”, o empreendedor que quase não dorme. Há, porém, exemplos de fundadores de startups (com êxito) que se declararam terrivelmente preguiçosos e conseguem gerar valor, o interessante é que usam de forma muito acertada, tipo sniper, onde investir a sua energia e o seu tempo. Aí que tá! — As vezes somos pouco ou nada criteriosos onde, quando, e como usamos as nossas capacidades, onde de melhor forma podemos acrescentar valor.

 

“Precisas desse tempo pra ser criativo, pra absorver um pouco de tudo.” Photo by Drew Coffman

O mesmo desafio permanecerá para o próximo ano, não apenas sobre o tempo, mas principalmente sobre as prioridades, disciplina e compromisso. Dizer vários “nãos” que abrirão espaço para os “claro que sim”.

Em 2017 observamos a perda de relevância das agências de publicidade atuais e, para o ano que vem, não queremos repetir os mesmos erros. Continuaremos a atender contas sim. Mas também trabalharemos por projetos específicos. Entendemos a importância e a necessidade das  soluções de tecnologia, mas não esquecemos da emoção e da criatividade para alcançar o coração dos clientes e parceiros.

Em 2018 queremos seguir plugados a outras empresas, com equipas igualmente seniores nas áreas em que não dominamos. Portanto, assumimos que não dominamos algumas áreas, mas fazemos a curadoria dos projetos e nos responsabilizamos pela entrega do trabalho.

Nós estamos a procura de talentos para dividir a nossa cultura. Se você escreve, cria, edita, programa, sonha em ser gerente de projetos queremos conhecer você.

A nossa cultura é sobre se aprimorar, aprender para evoluir, ganhar responsabilidade pelo amadurecimento pessoal e buscar o conhecimento necessário e as experiências para crescer dia a dia, independente da situação ao redor, criar uma vida com mais liberdade e propósito e deixar uma contribuição de valor pro mundo.


“No more yes. It’s either HELL YEAH! or no.” — Derek Sivers

 

Havia ainda muitas coisas que poderiam ser compartilhadas, mas como este texto ficou longo, espero que você acrescente sua opinião, dica ou sugestão nos comentários. Vamos levar o tema adiante 😉

Observador e otimista, curioso ao ponto de tentar.
Designer e empreendedor, diretor de whatever na UTU Agency.

brunoluz

Observador e otimista, curioso ao ponto de tentar. Designer e empreendedor, diretor de whatever na UTU Agency.

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